domingo, 24 de novembro de 2013

No banco do Jardim estava a solução argelina

O Sporting venceu pela margem mínima em Guimarães, num dos encontros mais esperados da jornada. Num duelo entre equipas que vinham de maus resultados, os homens da casa estiveram melhor e foram a equipa que mais se aproximou do golo, diante de um Sporting apático e muito preso de movimentos, mas que teve a estrelinha da sorte ao cair do pano. Os leões reduziram distâncias para o FC Porto e mantiveram o duelo com o Benfica no segundo lugar.

O Vitória SC foi a equipa que entrou melhor na partida. Perante um Sporting mais encolhido e debaixo de uma plateia que exigia um regresso aos bons resultados, os comandados de Rui Vitória entraram determinados, mesmo não tendo jogadores importantes como Marco Matias ou Malonga. O técnico colocou João Amorim na direita e confiou uma das vagas do ataque a Tomané.

Leonardo Jardim, privado dos castigados Wilson Eduardo e Marcos Rojo, promoveu a titularidade a Eric Dier e a André Carrillo, assim como a Cédric Soares, que devolveu Iván Piris de volta ao banco de suplentes leonino.

Duas equipas que vinham de maus resultados e que procuravam um novo alento para a campanha 2013/2014, em fatores que poderiam servir de motivação, mas também de alguma intranquilidade com o decorrer do tempo.



Maazou e Rui Patrício animaram a primeira parte

A entrada da equipa da casa foi, de facto, bem mais agressiva que a dos leões. Maazou, o homem em maior evidência, foi um quebra-cabeças para Eric Dier e para Maurício, aparecendo muitas vezes em zona de finalização.

Foi precisamente o avançado do Níger o primeiro a alvejar uma das balizas, no caso a do Sporting, mas ao lado. Porém, o aviso estava dado para o que seria uma sucessão de tentativas que, ora saíam ao lado, ora Patrício defendia, ora eram os ferros.

É que, à passagem do minuto sete, o dianteiro de 25 anos desferiu uma bomba que foi sacudida pela base do poste esquerdo da baliza leonina.

Com mais agressividade na zona intermédia, os vitorianos iam ganhando mais 'sobras' e dominavam naquela zona, o que se repercutia no controlo do jogo em posse e também no encolhimento da equipa do Sporting, presa de movimentos e desejosa que Capel ou Carrillo, que tardavam em entrar no jogo (apesar de o espanhol mostrar mais inconformismo).

O Sporting apareceu muito poucas vezes perto da baliza de Douglas e, quando o fez, não teve o discernimento necessário para rematar. Aliás, as estatísticas ao intervalo mostravam isso mesmo: 8x1 em remates, 4x0 nos que se dirigiram para a baliza.

Era, portanto, urgente que Leonardo Jardim acordasse os seus atletas ao intervalo, tal como era necessário um relaxamento mental no balneário dos visitados, que tinham produzido o suficiente para estarem a vencer, só que se mostraram perdulários na fase decisiva.



Só Slimani marcou

O regresso dos balneários trouxeram um Sporting que, tal como seria lógico perante a passividade do primeiro tempo, se mostrou mais entusiasmado com o jogo e mais ciente que teria que fazer bem mais para chegar ao triunfo.

Por entre uma sucessão de pontapés de canto, André Carrillo fez o primeiro remate na direção da baliza de Douglas, mas o brasileiro esteve à altura ao sacudir a bola.

Com os leões mais subidos no terreno, a equipa vitoriana procurava rápidos contra-ataques e supremacia nas bolas paradas. Abdoulaye bateu um livre por cima (depois de uma falta de Cédric em que os jogadores da casa pediram expulsão do lateral), Tomané cabeceou com muito perigo, mas Rui Patrício amarrou, André André rematou ao lado.

A meio da segunda parte, o jogo animava e o golo podia aparecer em qualquer equipa, mesmo que, bem vistas as coisas, as oportunidades não fossem assim tanto. Na verdade, os primeiros minutos do Sporting no segundo tempo foram fugazes na entrega e os vitorianos voltavam a comandar a partida.

Os minutos passavam e era notória a dificuldade leonina em se soltar na fluidez do seu futebol. Leonardo Jardim mudava os extremos (Carlos Mané e Diogo Salomão entraram) e arriscava com a entrada do argelino Slimani para o lugar de André Martins.

Pois bem, o argelino entrou, avisou (colocou a bola dentro da baliza, mas em posição irregular) e marcou mesmo, após um canto pela direita em que o central Abdoulaye ficou muito mal na fotografia, ao 'entregar' a bola ao adversário em zona fatal.

Vitória sem brilho mas muito importante para os leões, que estão agora a um ponto do líder FC Porto. O Vitória SC não merecia tamanho castigo, mas pagou a fatura do desperdício e de ter recuado no terreno quando tinha o jogo controlado.


ZEROZERO.PT@

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