quarta-feira, 6 de junho de 2012

Em 2008, foi convocado por Luiz Felipe Scolari para o Campeonato da Europa. Era uma espécie de preparação do futuro na baliza da seleção. O objetivo do selecionador da altura era mostrar o ambiente que rodeia uma grande prova internacional a um jovem guarda-redes que estava a impor-se no Sporting.

 Em Alvalade, nessa época, Paulo Bento era o treinador que apostava em Rui Patrício. O guardião português foi o escolhido pelo atual selecionador para ocupar a vaga deixada em aberto pelo sérvio Stojkovic, que deixou a baliza leonina por razões disciplinares.


A verdade é que, uma época antes, já Rui Patrício se tinha estreado com a camisola principal do Sporting. Foi na Madeira, frente ao Marítimo, e logo se destacou por defender uma grande penalidade.

Na altura substituiu na baliza Ricardo, que também era o número 1 de Portugal e que em 2008, tal como tinha acontecido no Euro 2004 e no Mundial 2006, foi o eleito de Scolari para ser o titular na prova que se disputou na Suíça e Áustria, na qual Patrício foi o terceiro guarda-redes, atrás do colega de equipa do Sporting e de Nuno Espírito Santo, do FC Porto.

Quatro anos depois e após nem sequer ter sido convocado por Carlos Queiroz para o Mundial da África do Sul, Rui Patrício surge no Europeu 2012 como o titular de Portugal. Aos 24 anos, o guarda-redes do Sporting prepara-se para fazer história na seleção nacional.



Se, como tudo indica, jogar de início contra a Alemanha, o guardião natural de Leiria passará a ser o mais novo a defender a baliza de Portugal na fase final de uma grande competição, batendo o recorde que ainda pertence a Vítor Baía. Será, no entanto, uma questão de dias até Rui Patrício destronar o ex-internacional.


Vítor Baía tinha 26 anos quando defendeu as cores de Portugal no Euro 96. O jogo de estreia foi a 9 de junho, no Hillsborough Stadium, e terminou com o empate a uma bola com a Dinamarca, campeã da Europa da altura. Brian Laudrup, aos 22 minutos, foi quem bateu aquele que viria a ser o guarda-redes português mais titulado de sempre e com mais internacionalização até hoje.


Antes de Baía, apenas guarda-redes já na casa dos 30 tinham defendido Portugal no Mundial de 66, Europeu de 84 e Campeonato do Mundo de 86.

Em Inglaterra, no Mundial de 66, Carvalho, com 30 anos, e José Pereira, com 34, foram aqueles que tiveram o estatuto de titular na baliza portuguesa. Em França, no Euro 84, Manuel Bento já contava com 36 anos e, dois anos depois, no Mundial de 86, Bento tinha 38 e Vítor Damas, que foi titular nos dois últimos jogos, tinha a mesma idade.

No Euro 96, portanto, Vítor Baía, com 26 anos, tornou-se no mais novo titular de sempre da seleção nacional em fases finais e o ex-guarda-redes do FC Porto e do Barcelona manteve o estatuto de número 1 no Campeonato da Europa de 2000 e no Mundial 2002. No entanto, ainda em 2000, Pedro Espinha também foi titular por uma ocasião, mas esse facto não interfere nas contas dos guarda-redes mais novos, pois já tinha 35 anos.



Em 2004, Luiz Felipe Scolari preteriu Vítor Baía e colocou Ricardo como titular. Com 28 anos, o guardião que na última época representou o Vitória de Setúbal foi o defensor da baliza portuguesa, repetindo a experiência no Mundial da Alemanha em 2006 e no Europeu 2008, com 30 e 32 anos, respetivamente.

Com Carlos Queiroz ao leme, Eduardo, que tinha dado nas vistas ao serviço do SC Braga, estreou-se como titular em fases finais com 27 anos. O guarda-redes que esteve no Benfica na última temporada faz parte do 23 convocados para o Europeu da Polónia e Ucrânia, mas perdeu o estatuto de titular para Rui Patrício que, assim, se prepara para fazer história a 9 de junho, dia de estreia de Portugal no Euro 2012.

ZEROZERO.PT@


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